27/03/2016 iGUi Ecologia 0Comment

Filhotes de Tartarugas marinhas.

Como comentamos no diário anterior, após 45 – 60 dias de incubação, finalmente os filhotes eclodem do ovo, e após um período de 3 a 4 dias todos juntos, numa única missão, começam a procurar a saída do ninho. Assim, com toda movimentação conjunta dos filhotes, a areia vai descendo e os filhotes conseguem emergir à superfície da praia. Os filhotes saem do ninho ao anoitecer e se orientam pela luz da lua ou do horizonte e seguem rumo ao mar. Eles possuem ainda o vitelo, o que permitem ficar alguns dias sem se alimentarem.
 Mas, em grandes centros urbanos onde há desovas de tartarugas marinhas, a luz artificial da praia desorienta totalmente os filhotes e os mesmos acabam indo em direção ao ponto de luz mais forte ao invés de irem para o mar. Com isso, o dia nasce e muitos filhotes são encontrados e acabam morrendo desidratados pelo sol e/ou ficando mais expostos à ação dos predadores naturais.

No Atol das Rocas, sabemos que apenas a tartaruga-verde (Chelonia mydas) desova. Seus filhotes se destacam das demais espécies, pela coloração branca do plastrão (barriga). Eles medem aproximadamente 5 – 6 centímetros, enquanto os adultos ultrapassam 1,0 metro de comprimento. Alguns filhotes e ovos não se desenvolvem e por isso serão utilizados por nós para estudos de contaminação química. Dizem que um a cada 1000 filhotes chegam a fase adulta.

No final da expedição de Carolina e Karoline, elas foram agraciadas pelo nascimento de filhotes praticamente véspera da troca de equipe!