10/04/2018 iGUi Ecologia 0Comment

Nossa entrevistada vai nos contar e mostrar, por fotos e vídeos, como é trabalhar em um lugar gelado, na Antartica.

A Dra. Rosalinda Montone, do Laboratório de Química Orgânica Marinha do Instituto Oceanografico da USP possui projetos de pesquisas na Antartica e já esteve em solo antártico por mais 15 vezes.

Ela vai explicar um pouco para nós como é a Antartica, seu trabalho e algumas curiosidades.

  1. Qual é o trabalho que a senhora desenvolve na Antártica?
    Eu coleto amostras de vegetação, sedimento e carcaças de animais para analisar o fluxo de poluentes persistentes no ambiente antártico.
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  3. Como é passar 30 dias na Antártica?
    A sensação de tempo na Antártica é diferente principalmente no verão quando há claridade na maior parte do dia.

    Além disso, ficamos sempre atentos às condições meteorológicas e se perde um pouco a noção de um calendário semanal ou mensal.

    Aliás os dias passam rápido demais.
    O convívio é muito bom. Antártica é soberana e o homem aprende a respeitá-la, seja pelo encanto de suas belezas naturais ou pelo frio intenso e ventos fortes.

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  5. Como é o convívio com a natureza de lá?
    O convívio é muito bom. Antártica é soberana e o homem aprende a respeitá-la, seja pelo encanto de suas belezas naturais ou pelo frio intenso e ventos fortes.
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  7. Como é a utilização da água doce na Antártica? E o esgoto?
    A água doce vem do degelo formando lagos que abastece as estações na Antártica. Algumas podem utilizar o sistema de dessalinização (retirada de sal da água do mar). Na EACF há um sistema de esgoto dimensionado para ~ 60 pessoas.
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  9. Houveram alguns momentos inesquecíveis? A senhora poderia nos contar?
    O lugar é muito especial e tenho vários momentos inesquecíveis.

    Um deles que guardo com carinho foi numa colônia de pinguins.

    Após realizar a minha etapa de trabalho teria que aguardar o retorno da equipe trabalhando em pontos mais afastados.

    Então fiquei sentada numa pedra apenas observando os movimentos e os sons dos pinguins.

    Foi um momento de muita paz e alegria que não consigo descrever em palavras.

 
 
 

Bacharel em Química pela UNESP (1983), mestrado em Oceanografia (1987) e doutorado em Química pela USP (1995). Professora do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo desde 1996. Coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Oceanografia Química e Geológica da USP (2003-2011). Chefe do Departamento de Oceanografia Física, Química e Geológica do IOUSP (2009-2011). Vice-presidente da Comissão de Pós-Graduação do IOUSP (2009-2013). Presidente em exercício do Programa de Pós-Graduação em Oceanografia da USP (fev-set/2012). Coordenadora adjunta do Proantar/Rede-2 Gerenciamento ambiental da Baía do Almirantado, Ilha Rei George, Antártica (2002-2006). Vice-coordenadora do Instituto Nacional de Ciências e Tecnologia Antártico de Pesquisas Ambientais (INCT-APA) desde 2009.Tem experiência na área de Oceanografia com ênfase em poluição marinha, atuando principalmente na pesquisa de poluição por esgotos, plásticos e poluentes orgânicos persistentes (POPs) no ambiente marinho e Antártica.