A nossa história hoje é marcada pela primeira bolsa de mestrado da iGUi Ecologia. A bióloga Suzana Pereira Soares é a nossa primeira mestranda!  

Ela preparou um textinho para nós contando um pouco da história dela… 

“Essa história começa quando eu tinha por volta de 9-10 anos e era simplesmente viciada em assistir vídeos e documentários sobre tubarões, sempre amei animais marinhos e grandes predadores são a minha paixão.  

Ao longo da vida o amor e a curiosidade sobre esses animais só cresceram, ainda por morar no litoral (moro na Praia do Cassino/RS). Em 2019 ingressei no curso de Ciências Biológicas Licenciatura pela Universidade Federal do Rio Grande (FURG), e logo no meu segundo ano de graduação começou a pandemia, deixando tudo mais complicado e incerto. 

Segui a graduação a distância até que a FURG retornasse às atividades presenciais e assim que me adaptei à nova realidade acadêmica busquei projetos que fossem de encontro com o que eu queria viver e aprender.  

Já em 2023 comecei a trabalhar com tubarões e raias através de um projeto de iniciação científica, onde trabalhei principalmente com a morfologia desses animais e tive meu primeiro contato real com esse grupo, acredito que foi nesse momento que eu realmente pensei ‘ok, eu posso trabalhar com isso pelo resto da vida’. 

Em 2024 como trabalho de conclusão de curso produzi um guia de identificação de tubarões e raias destinado a escolas da região onde moro e comunidades pesqueiras, trazendo a pauta da educação ambiental como uma aliada na conservação. 

Logo que me formei ingressei no mestrado no Programa de Pós-Graduação em Ciências Fisiológicas (PPGCF) também na FURG, trabalhando com a orientação do prof. Dr Adalto Bianchini, co-orientação da Dra. Mariana da Fontoura Martins e da Dra. Patrícia Gomes Costa, onde estamos analisando os potenciais efeitos de psicofármacos como antidepressivos e ansiolíticos em embriões de duas espécies de raias, a emplastro e a viola que tem formas diferentes de reprodução, uma sendo vivípara (onde o desenvolvimento do embrião acontece no ventre da mãe) e ovípara (o embrião tem a maior parte do desenvolvimento dele dentro de uma cápsula depositado no fundo do mar ou fixado em algas). Basicamente, meu trabalho de mestrado é investigar a presença dessas medicações em ecossistemas aquáticos e seus possíveis impactos, avaliando como essas substâncias podem interferir no funcionamento do corpo do animal e em processos importantes de seu sistema nervoso. A pesquisa contribui para ampliar o conhecimento sobre os impactos da poluição química nos oceanos e contribuir para a proteção da vida marinha e dos ecossistemas. Além disso, é um trabalho inédito e pode contribuir muito para que outras pesquisas sejam realizadas a partir disso.  

Ter o apoio da iGUi Ecologia é muito importante pra mim, não só por trazer visibilidade para o meu PPG e para a minha universidade, mas também porque sinto que meu projeto é valorizado e relevante. 

Agradeço imensamente a oportunidade e estou muito feliz com essa parceria!” 

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