Se você já acompanha o blog, talvez lembre que já falamos um pouco sobre os cenotes. Eles são formações naturais impressionantes que surgem a partir da dissolução química de rochas calcárias abaixo da superfície da terra. Esse fenômeno acontece principalmente na Península de Yucatán, no México, uma região famosa justamente por concentrar milhares desses lugares incríveis.

Por causa da sua composição geológica, o solo da Península de Yucatánfunciona quase como uma grande esponja. Quando chove, a água é rapidamente absorvida e se infiltra pelo solo. Com o tempo, essa água vai dissolvendo o calcário e abrindo caminhos subterrâneos que formam cavernas. Algumas dessas cavernas ficam parcialmente ou totalmente cheias de água. Quando o teto de uma delas acaba cedendo por causa da erosão, surge o que conhecemos como cenote.

Existem quatro tipos de cenotes, classificados principalmente pela idade e pela forma como aparecem na superfície: os abertos, os antigos, os semiabertos e os de caverna.

Dessa vez fomos conhecer um cenote aberto! Nossa aventura começou na própria Península de Yucatán. Ao chegar ao local, que funciona em uma antiga fazenda, a sensação é de voltar no tempo. Parece cenário de filme mexicano de época: tudo muito bem decorado, organizado e com toda a estrutura para receber os visitantes.

Enquanto caminhamos pela fazenda, é difícil imaginar a grandiosidade do que está escondido ali. De repente, o cenote aparece — e, falando bem claramente, é como um buraco gigantesco no chão. Na hora eu fiquei pensando em quem deve ter descoberto aquilo pela primeira vez. O susto deve ter sido enorme… e provavelmente a pessoa quase caiu lá dentro!

Para chegar até a água, prepare-se: tem uma boa escadaria para descer. Antes disso, porém, é obrigatório pegar um colete salva-vidas e tomar uma ducha rápida. Depois de encarar todos os degraus, finalmente chegamos à água.

E que experiência! A água é bem fria, mas com o calor do México acaba sendo super refrescante. Outra coisa que chama atenção é a cor: ela é bem escura, tanto que você simplesmente não consegue ver o fundo. Até os peixes parecem ter coloração mais escura ali dentro.

Para quem fica de fora, só observando, a imagem não deixa de ser menos impressionante, pode-se ver as aves voando para dentro e fora do cenote, a alegria das pessoas em estar neste ambiente tão intimamente ligado a água e toda a transformação que ela pode proporcionar.

A sensação de nadar em um cenote é difícil de explicar. É silêncio, natureza e uma energia muito especial. Um daqueles lugares que fazem a gente parar por um momento e só aproveitar. Natureza pura.

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