06/07/2016 iGUi Ecologia 0Comment

Neste mês de junho nossa entrevista estará focada na parte química da água! Como é o processo de escolha de um produto químico para ser utilizado no tratamento da água de piscina e como isso pode ser benéfico para o meio ambiente e para as pessoas que utilizam a piscina?

Durante muito tempo acreditou-se que o cloro era o melhor desinfetante para a água de piscina, mas com muito esforço e dedicação a iGUi conseguiu mudar esse conceito e com essa entrevista vamos entender como isso foi possível.

Conversaremos com a Patrícia Putre, química responsável da iGUi.

  1. Como podemos descrever seu trabalho, uma química trabalhando com água de piscinas?
    Descrevo meu trabalho como algo gratificante. Sou responsável por orientar da melhor forma nossos clientes para que consigam também repassar de uma maneira bem simples e clara aos seus, como é fácil de se ter em casa uma piscina com água limpa, saudável e o mais importante, sempre muito convidativa a um mergulho. Trabalho também na criação dos produtos para simplificar o tratamento das piscinas com qualidade e na conscientização do desperdício de água ao esgoto, contribuindo desta forma ao meio ambiente.
  2. Como é o processo de escolha de um produto químico que será utilizado na água das piscinas?
    Existe uma diversidade de produtos e de situações encontradas em água de piscina. A escolha de qual utilizar é muitas vezes indicada pela própria aparência desta, ou muitas vezes pela deficiência não aparente, cujo teste realizado diretamente neste meio irá apresentar.

    Água verde, suja, turva, leitosa e com mal cheiro são as situações mais comuns de se ver nesta minha profissão. Muitas vezes é possível acreditar que aquela situação encontrada não tem solução, mas o resultado final que o produto proporciona a piscina é inacreditável.

    Água impossível de se tratar não existe, o que existe é a aplicação de produto erroneamente dificultando ainda mais a recuperação desta em um curto prazo de tempo.

  3. Como foi o processo da não utilização do cloro na piscina, para utilizar o produto SOLO?
    De início foi um pouco complicado. Convencermos nossos lojistas primeiramente que não é somente cloro que trata piscina foi um desafio muito difícil, que confesso ter levado um tempo para conseguirmos. Poucas foram as nossas franquias que aderiram desde o início a idéia com facilidade e mostraram aos seus clientes com extrema certeza o que era o produto SOLO. Poucas foram as lojas, que de início “vestiram a camisa” e acreditaram no produto diferenciado que tinham para trabalhar e explanar ao mercado de piscinas.

    Em contrapartida, muitos foram os clientes “pessimistas” que teimavam em dizer que o SOLO não iria funcionar, não iria vender por ser caro e que o consumidor gostava de cloro para tratar piscina. Muitas foram as lojas que de início se negaram a dispor do seu “produto único” até mesmo nas piscinas novas, entregando novamente o nosso produto as desgraças que o cloro propicia, não só ao equipamento, mas também ao banhista e ao piscineiro que está em contato direto com ele.

    Com este tipo de atitude do nosso franqueado, que entregavam de maneira óbvia nossas piscinas ao cloro barato da concorrência e conseqüentemente ao fracasso a curto prazo dos nossos equipamentos, foram criadas regras na empresa para que nossas lojas oferecessem e introduzissem o SOLO nas piscinas novas. Tivemos que adotar medidas mais rígidas para alavancar a venda e o conhecimento do consumidor neste produto exclusivo.

    SOLO iGUiFoi assim que conscientizamos o nosso lojista a desistir do cloro e apontar com destreza para o produto SOLO em sua prateleira quando um consumidor entrasse na loja. Desta forma, na obrigatoriedade, que o lojista viu o produto funcionar nas piscinas e se apaixonou pela facilidade em fidelizar este consumidor a retornar sempre no seu ponto comercial para comprá-lo e levar em contrapartida um acessório, um aquecimento ou qualquer outro produto que falte para sua piscina.

    Hoje em dia, 98% das nossas lojas são fãs do SOLO e apresentam com prazer ao cliente todas as vantagens em relação ao cloro, principalmente quando o principal personagem das piscinas são as crianças, que chegam da escola fissuradas em pular na piscina. O que os pais querem é uma água saudável, agradável para banho e livre dos malefícios que o cloro pode provocar aos seus filhos.

  4. Este produto, só a iGUi tem!!

  5. Água cristalina de uma piscina é sinal de água limpa? Como podemos caracterizar uma água limpa?
    Conforme dizia o antigo ditado “Nem tudo que parece é”. A garantia de que a água está limpa temos a olho nú, porém TRATADA e apta ao banho a aparência jamais poderá garantir. Água limpa é uma coisa, já água tratada é uma outra situação.

    Conseguimos identificar se a água está tratada através de testes simples realizados diretamente na piscina que por sua vez, deverá sempre apontar residual de desinfetante (SOLO ou cloro) como resultado.

    Água cristalina, porém sem produto desinfetante, pode mascarar diversos tipos de bactérias patogênicas que por sua vez tem como alvo a saúde do banhista. Dermatites, conjuntivites, doenças gastrointestinais, otites e demais anomalias podem estar presentes de forma ofuscada nesta piscina.

  6. &nbps;

  7. Qual a contribuição do seu setor para com o meio ambiente?
    A função principal do meu setor é auxiliar e conscientizar nossos clientes de que temos produtos para facilitar a rotina no tratamento de suas piscinas e que deverão sempre zelar pela água que a compõe, evitando assim as conhecidas decantações.

    A cada decantação feita, milhares de litros de água são encaminhados ao esgoto sem reaproveitamento nenhum. Isso é um crime ambiental em se tratando de um bem cujo futuro já se sabe que está comprometido. Uma piscina com água bem tratada em relação a produtos e filtragem, praticamente anula as chances de decantação.

    Devemos pensar que muitos de nossa geração podem não presenciar este caos que a humanidade viverá um dia, mas que entes queridos, como filhos, netos e demais familiares futuros irão passar por tal dificuldade. Toda vez que citamos alguém deste grau de parentesco, uma fatia é arrancada de nosso coração e de nossa alma.

    Sem alimentos temos chance de sobreviver por alguns dias, sem água não.


Patrícia Ap. B. Putre – Graduada em Tecnologia em Processos Químicos e Industrias – São José do Rio Preto