08/05/2020 iGUi Ecologia 0Comment

Você deve estar se perguntando o que são as equidnas… A Equidna-de-focinho-curto (Tachyglossus aculeatus) é um mamífero nativo da Austrália e Nova Guiné, distinguindo-se dos outros mamíferos nestes países por causa do seu corpo coberto por espinhos e seu focinho alongado. Em 2008, a IUCN a listou como uma espécie de menor preocupação. Elas ocorrem em áreas protegidas e parecem não ter grandes ameaças, a não ser o homem!

Confesso que para escrever sobre esse animal não foi fácil, pois não há muita descrição em literatura. Conseguimos um artigo científico bastante interessante que pode valer a pena uma leitura mais profunda. (Nicol et al. 2007_The_life_history_of_an_egg-laying_mammal2C_the_echidna_Ecoscience)

Esse animal possui uma baixa taxa metabólica, sendo que o gasto de energia é ainda mais reduzido quando ele está hibernando. São solitários e só aparecem em grupos na época de reprodução. Vivem bastante tempo, sendo um exemplar em cativeiro, registrado com 50 anos, mas demoram para amadurecer sexualmente.

Mas vamos ao que interessa, a fêmea bota um ovo? Sim! Depois da cópula a fêmea faz a “postura” de um ovo dentro da sua “bolsa” (semelhante aos cangurus), que eclode depois de 10 a 11 dias. O feto pesa em média 0,30 gramas e vai mamar constantemente durante 150 a 200 dias, mas as fêmeas não têm mamilos (como os outros mamíferos) e os filhotes sugam o leite através dos poros conectados às glândulas mamárias. Com isso a taxa de crescimento é alta nesta fase inicial de vida e quando ocorre o desmame o jovem chega a ter 40% da massa de um adulto. Os jovens atingem o tamanho adulto após três a cinco anos.

Agora já sabemos que não é só o ornitorrinco que bota ovo!

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