03/05/2019 iGUi Ecologia 0Comment

Vaquita, o mamífero marinho mais raro do mundo, está à beira da extinção. Este pequeno boto foi descoberto somente em 1958 e pouco mais de meio século depois, estamos prestes a perdê-los para sempre. A principal ameaça às vaquitas são as redes de emalhar usadas por operações de pesca ilegal em áreas marinhas protegidas dentro do Golfo da Califórnia no México. A população caiu drasticamente nos últimos anos, foi estimada que em 1997 existiam 600 vaquitas, esse número caiu para menos de 100 em 2014, aproximadamente 60 em 2015, em torno de 30 em novembro de 2016, e acredita-se que atualmente existam apenas 10 vaquitas no mundo.

A vaquita tem um grande anel escuro ao redor dos olhos e manchas escuras nos lábios que formam uma linha fina da boca até as barbatanas peitorais. Sua superfície dorsal é cinza escuro, cinza pálido lateral e superfície ventral branca com marcas longas cinza-claras. As vaquitas recém-nascidas têm uma coloração mais escura e uma ampla franja cinzenta de cor que vai da cabeça até as barbatanas dorsais, passando pelas barbatanas dorsal e peitorais. Eles são mais freqüentemente encontrados perto da costa nas águas rasas do Golfo.

O México está liderando os esforços de conservação com a criação do Comitê Internacional para a Recuperação da Vaquita (CIRVA), que tentou impedir a morte acidental de vaquitas, proibindo o uso de redes de pesca dentro do habitat da vaquita. O CIRVA trabalhou com diversos mecanismos para fazer um plano para aumentar a população de vaquita de volta a um ponto no qual elas possam se sustentar. O CIRVA concluiu em 2000 que entre 39 e 84 indivíduos são mortos a cada ano por essas redes de emalhar. Para tentar evitar a extinção, o governo mexicano criou uma reserva natural que cobre a parte superior do Golfo da Califórnia e o delta do rio Colorado. A CIRVA recomenda que esta reserva seja estendida para o sul, de modo a cobrir toda a área conhecida da cordilheira da vaquita e que os arrastões sejam completamente banidos da área de reserva.

Apesar de todo o esforço que o México tem feito para diminuir o impacto na população de vaquitas as notícias não são boas. No começo de março uma equipe da organização Sea Shepherd encontrou o corpo de uma vaquita, sem vida, em meio a uma rede. A carcaça já estava em decomposição, mas depois de realizados exames morfológicos, os biólogos confirmaram que era mesmo uma vaquita. O CIRVA fez um alerta ao México que medidas mais sérias precisam ser tomadas. A entidade acusa o governo de agir apenas no papel e não investir em maior fiscalização contra a pesca predatória naquela região.